São constantes as notícias que nos dão conta da intenção do Governo de encerrar escolas. O “ataque” recai sobre escolas com poucos alunos e, inevitavelmente, afectando crianças que vivem em sítios isolados e que passarão a ter de percorrer muitos e muitos quilómetros diariamente para ir aprender umas letras acabando por desistir na primeira oportunidade.
Sobre o ensino em Portugal, Vital Moreira escreve no «Público» de hoje:
“Para garantir o direito universal ao ensino, incumbe ao estado assegurar a cobertura de todo o território e de toda a população em idade escolar pela rede escolar pública e a acessibilidade das escolas pelos utentes da sua área de residência”.
Será que os responsáveis só sabem gerir em função do dinheiro, como se a escola fosse uma mercadoria?
Actualmente, gere-se o Estado e as suas funções, mais numa perspectiva contabilística do que económica. À luz desta segunda seria evidente que qualquer decisão que reduza o tempo de estudo e a qualidade de vida de um aluno irá reduzir o seu desempenho e consequente formar um pior cidadão.
Mas nesta questão, como em tantas outras, é preciso empregar alguma moderação... Não me choca o encerramento de escolas com 1 ou 2 alunos, como as há pelo país, sobretudo se fôr possível colocar em tempo razoável o aluno(s) noutra escola sem custos adicionais para os pais. Será economicamente mais razoável e eficiente gerir uma escola com mais alunos, do que uma com menos. Mas importa muito estabelecer critérios...
Afixado por: Rui Martins em fevereiro 8, 2006 02:24 PM